Os erros que fazem o sistema recusar o arquivo
Esses são os fáceis de diagnosticar: a importação nem começa.
- O arquivo não identifica a conta. Falta o código do banco ou o número da conta dentro do OFX. Alguns conversores preenchem esses campos com zeros, o que dá no mesmo — o sistema não sabe em qual conta lançar.
- O banco gerou o arquivo com erro. O OFX tem um campo de status, e às vezes ele traz um código de erro do próprio banco no lugar do extrato. Por fora o arquivo parece normal e até tem alguns KB.
- O arquivo está truncado. O download caiu no meio, ou alguém abriu o arquivo em um editor de texto e salvou pela metade. Faltam marcadores de fechamento e o leitor para na primeira linha incompleta.
- Não há saldo final. Nem todo extrato traz um, e boa parte dos sistemas contábeis exige o saldo para fechar a importação.
Os erros que importam errado — e não avisam
Esses são os caros, porque o problema só aparece na conciliação, semanas depois.
- Código de lançamento (FITID) repetido. Cada lançamento carrega um identificador único. Quando dois lançamentos diferentes saem com o mesmo código, o sistema entende que são o mesmo e descarta um em silêncio: o extrato tem 200 linhas, entraram 197.
- Código vazio. Sem identificador, o sistema não tem como saber que já viu aquele lançamento. Se você reimportar o mês, tudo entra duas vezes.
- Acentuação trocada. O arquivo declara uma codificação e foi gravado em outra. “Açaí” chega como “AçaÔ e o histórico fica ilegível — o valor está certo, a descrição não.
- Sinal e tipo brigando. Um lançamento marcado como débito com valor positivo (ou crédito com valor negativo) pode entrar invertido, dependendo de como o seu sistema lê o arquivo.
- Linha de saldo virando lançamento. “SALDO ANTERIOR” e “SALDO DO DIA” são informativos. Quando o conversor os trata como movimento, eles entram como receita ou despesa e distorcem o total do mês.
- Fatura de cartão com compras positivas. Em algumas faturas as compras vêm com valor positivo, e o sistema as lança como crédito. A fatura inteira sai com o sinal invertido.
O que conferir antes de importar
Antes de mandar o arquivo para o sistema, vale gastar dois minutos com esta lista:
- A conta e a agência aparecem no arquivo, e são as certas?
- O período bate com o que você pediu ao banco?
- O número de lançamentos é o mesmo do extrato em PDF ou da tela do internet banking?
- Saldo inicial mais entradas menos saídas dá o saldo final?
- Os acentos estão corretos nas descrições?
- Há alguma linha de saldo no meio dos lançamentos?
- Se for fatura de cartão, as compras estão com o sinal que o seu sistema espera?
Os itens 3 e 4 pegam quase tudo. Se a contagem e a aritmética fecham, o arquivo dificilmente vai surpreender depois.
Quando o problema é o extrato, não o arquivo
Nem todo erro se resolve mexendo no OFX. Se o extrato foi exportado com um filtro ligado — só entradas, só uma faixa de valores, um período diferente do que você precisa —, o arquivo está tecnicamente correto e ainda assim incompleto. Um extrato em que todos os lançamentos têm o mesmo sinal é um bom indício de que sobrou um filtro ligado.
Nesses casos, peça uma nova exportação ao banco, sem filtro e com o período completo. Editar OFX na mão costuma criar dois problemas no lugar de um, porque os saldos, as datas e os identificadores precisam continuar coerentes entre si.
E se o extrato só existe em PDF
Muita gente chega ao OFX justamente porque o banco só entrega PDF e o sistema contábil não lê PDF. Aí a conversão é o caminho — e os cuidados são os mesmos desta lista: o arquivo convertido também precisa identificar a conta, trazer o saldo e não repetir códigos.
Um detalhe faz diferença na hora de converter: o PDF precisa ter vindo do banco, com texto selecionável. Se for uma foto ou um documento escaneado, não há texto para extrair e a conversão falha antes de começar. O teste é simples — se dá para selecionar o texto do extrato com o mouse, está no formato certo.
Perguntas frequentes
O que é o FITID de um lançamento?
É o identificador único de cada lançamento dentro do OFX. O sistema contábil usa esse código para não importar a mesma transação duas vezes. Quando dois lançamentos diferentes saem com o mesmo FITID, um deles costuma ser descartado sem aviso; quando o campo vem vazio, uma reimportação duplica tudo.
Por que os acentos vêm errados depois de importar?
Porque o arquivo declara uma codificação de caracteres e foi gravado em outra — normalmente diz Windows-1252 e está em UTF-8. O sistema lê os bytes conforme o que foi declarado, e “Açaí” vira “AçaÔ. Valores e datas não são afetados, só o texto das descrições.
O arquivo importou, mas os totais não batem. O que olhar primeiro?
Conte os lançamentos. Se o sistema importou menos linhas do que o extrato tem, suspeite de códigos repetidos. Se importou o mesmo número e o total está maior, procure linhas de saldo anterior ou saldo do dia que entraram como movimento.
Dá para corrigir o OFX à mão?
Dá, é um arquivo de texto — mas é arriscado. Saldos, datas e identificadores precisam continuar coerentes entre si, e um ajuste isolado costuma criar um problema novo. Quando o erro está na origem (extrato filtrado, período errado, conta sem identificação), o caminho mais rápido é pedir uma nova exportação ao banco.
Pronto para converter seu extrato?
Se você já tem o arquivo em PDF, Excel ou CSV, converta e baixe um OFX pronto para a importação contábil.
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